• LDC Letter
  • Posts
  • Chat GPT na liderança, inimigo do Ifood e streamings caros

Chat GPT na liderança, inimigo do Ifood e streamings caros

Bom dia! As melhores notícias da nossa mesa de escritório diretamente para o seu e-mail!Estamos de volta após nosso período de férias! Retornamos a todo vapor para trazer sempre os melhores insights para empreendedores!

MUNDO

Congresso & Banco Central 

O Centrão apresentou um projeto que ameaça a autonomia do Banco Central ao conceder ao Congresso o poder de demitir seus diretores. Pela proposta, eles poderiam ser exonerados caso sua atuação fosse considerada “incompatível com os interesses nacionais” — um critério vago que abre espaço para pressões políticas. A iniciativa já tem apoio de mais de 300 deputados, número suficiente para acelerar sua tramitação, e permitiria inclusive a derrubada do presidente do BC, rompendo com a independência conquistada em 2021.

A mudança preocupa porque, sem autonomia, a política monetária ficaria sujeita ao calendário eleitoral, tornando juros, inflação e crédito instrumentos políticos, com maiores riscos e custos para a economia.

Esse movimento não é isolado: nos Estados Unidos, Donald Trump também tem buscado influenciar o Federal Reserve, aproximando o banco central das disputas políticas. O avanço da proposta no Brasil sinaliza um embate direto entre interesses políticos imediatos e a estabilidade econômica de longo prazo.

BRASIL

Novo rombo financeiro no Correios

Os Correios fecharam o primeiro semestre com um prejuízo de R$ 4,3 bilhões, três vezes maior que no mesmo período do ano anterior. A queda foi impulsionada por fatores como a diminuição das receitas, especialmente nas encomendas internacionais, que recuaram 62% após a “taxa das blusinhas”. Em 2024, Shopee e Shein geraram R$ 2,1 bilhões para a estatal, mas neste ano esse valor caiu para R$ 815 milhões. Além disso, a concorrência aumentou, e os Correios passaram a deter apenas 35% do mercado de encomendas.

Outro ponto crítico foi o disparo dos custos: os gastos administrativos subiram de R$ 1,2 bilhão para R$ 3,4 bilhões, e as despesas financeiras saltaram de R$ 3 milhões para R$ 673 milhões. Para reagir, a empresa lançou um plano de recuperação, que inclui corte de custos, novos serviços e até um programa de demissão voluntária para economizar R$ 1,5 bilhão. 

A estatal busca modernizar a operação sem perder sua principal vantagem competitiva: a capilaridade que alcança cidades ignoradas por transportadoras privadas. No entanto, desde 2023, os Correios acumulam R$ 7,5 bilhões de prejuízo, marcando o pior período de sua história.

CEARÁ

Santa Casa irá trocar suas dívidas por atendimentos

A Santa Casa de Misericórdia de Sobral se tornou o primeiro hospital do Ceará, e um dos primeiros do Brasil, a aderir ao programa Agora Tem Especialistas, anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A iniciativa permite que unidades filantrópicas e privadas atendam pacientes do SUS em serviços de média e alta complexidade, recebendo créditos financeiros para abater dívidas federais. O objetivo é ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias, reduzindo filas e tempo de espera.

Com a medida, o Ministério da Saúde estima converter até R$ 1,3 bilhão por ano em serviços especializados. Além da unidade de Sobral, já aderiram ao programa a Santa Casa de Misericórdia do Recife, em Pernambuco, e o Hospital e Maternidade São Francisco, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Os atendimentos terão início assim que os contratos forem firmados entre os hospitais e o Governo Federal, fortalecendo a rede de saúde pública e ampliando a cobertura do SUS.

TECNOLOGIA

Vem aí a Nano Banana? 🍌

Um modelo de inteligência artificial com nome curioso vem chamando atenção: o Nano Banana, desenvolvido pelo Google dentro do ecossistema Gemini 2.5 Flash. Diferente de outras ferramentas, ele não cria vídeos, mas seu diferencial está na consistência visual. Enquanto a maioria dos geradores altera detalhes de personagens a cada solicitação, o Nano Banana mantém rostos, roupas e expressões estáveis, o que já o coloca como peça-chave para o futuro do audiovisual. Especialistas acreditam que essa característica pode servir de base para a próxima geração de vídeos gerados por IA.

O Google afirma ter inserido marcações e sistemas de segurança para reduzir riscos de deepfakes, mas a disseminação da tecnologia deve exigir novas regras de transparência e responsabilidade digital. Esse lançamento também reflete a disputa entre gigantes da IA: enquanto o ChatGPT da OpenAI já soma 700 milhões de usuários semanais, o Gemini do Google conta com 450 milhões de usuários mensais.

Nesse cenário, o Nano Banana surge como um trunfo estratégico para fortalecer a presença do Google no setor.

ECONOMIA

Comprar casa não é mais para quem tem dinheiro

Nos últimos anos, cada vez mais milionários dos Estados Unidos têm optado por alugar em vez de comprar imóveis de luxo, indicando uma mudança no comportamento da elite. Entre 2019 e 2023, o número de locatários milionários triplicou, alcançando 13.692, enquanto os proprietários chegaram a 143 mil. O fenômeno é explicado, em parte, pelo aumento recorde dos preços das casas, que torna o aluguel uma alternativa mais atraente e estratégica para esse público.

Além do fator financeiro, a locação garante liquidez e flexibilidade, liberando capital para investimentos em ações e outros ativos de rápida negociação. A pandemia intensificou essa tendência, levando muitos ricos a migrar para cidades do sul dos EUA, como Houston, Dallas, Miami e Atlanta, em busca de impostos mais baixos e clima favorável.

Embora a maioria ainda prefira a casa própria, o crescimento do mercado de aluguel de luxo mostra que a ideia de status atrelada à propriedade vem cedendo espaço à lógica da mobilidade e do investimento.

EXTRA

Spotify agora vai controlar a sua agenda

O Spotify estuda expandir sua atuação no Brasil para além do streaming e entrar no mercado de festivais de música. Após registrar lucro em 2024, a empresa busca novas formas de crescimento, e os eventos ao vivo aparecem como oportunidade. O cenário é favorável: o Brasil é o 9º maior mercado de música do mundo, com faturamento de R$ 3,4 bilhões em 2024, e figura entre os 10 principais mercados do Spotify global. A força dos artistas nacionais também impulsiona o plano, com 179 bilhões de streams de brasileiros no mundo no último ano, que renderam mais de R$ 1,6 bilhão em royalties.

Apesar do potencial, a disputa promete ser dura. O mercado de festivais já conta com gigantes consolidados, como o Rock in Rio, que sozinho gerou impacto de R$ 2,9 bilhões em 2024 no Rio de Janeiro, o Lollapalooza, que movimentou quase R$ 1 bilhão em 2023, e o The Town, que projeta superar R$ 2 bilhões em sua segunda edição.

O movimento mostra como o brasileiro valoriza a música ao vivo, a ponto de 1 em cada 4 já ter se endividado para ir a um show, o que reforça tanto o apelo quanto os desafios de competir nesse setor.

RECADO DA LIBERDATA

Agradecemos pela sua visita na nossa newsletter.

Estaremos com você toda quarta-feira às 10:00 no inbox do seu e-mail trazendo as melhores notícias e um panorama da economia e do mundo dos negócios.

Até a próxima semana!